Instituições ligadas ao projeto


UFRJ

HISTÓRIA DA UFRJ
Conheça um pouco da história da Universidade do Brasil

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) foi criada no dia 7 de setembro de 1920 através do decreto n° 14.343, do então presidente Epitácio Pessoa, como parte das comemorações da independência do Brasil.

Inicialmente denominada Universidade do Rio de Janeiro, teve seu nome modificado para Universidade do Brasil em 5 de julho de 1937. Mas foi somente em 17 de dezembro de 1945, graças ao decreto-lei n° 8.393, que conquistou sua autonomia administrativa, financeira e didática. Finalmente, no ano de 1965, a Lei n° 4.831, de 5 de novembro, de autoria do general Castelo Branco, determinou nova mudança na denominação da instituição, que passou a chamar-se Universidade Federal do Rio de Janeiro, nome que manteve até o último dia 30 de novembro de 2000 _ quando recuperou na Justiça o direito a utilizar o nome Universidade do Brasil.

Por ocasião de sua fundação, a Universidade do Brasil/UFRJ foi formada pela reunião das seculares unidades de ensino superior já existentes no Rio de Janeiro: a Faculdade de Medicina, antiga Academia de Medicina e Cirurgia, criada em 1808 por D. João VI; a Escola Politécnica, continuação da Escola Central, e a Faculdade de Direito, todas com vida autônoma. A essas unidades iniciais, progressivamente foram-se somando outras, tais como a Escola Nacional de Belas Artes, a Faculdade Nacional de Filosofia e diversos outros cursos que sucederam àqueles pioneiros. Com isso, a Universidade do Brasil representou papel fundamental na implantação do ensino de nível superior no país - uma vez que a tradição desses cursos pioneiros que constituíram o que hoje é a UFRJ conferiu-lhe o papel de celeiro dos professores que, posteriormente, implantaram os demais cursos profissionais de nível superior no Brasil.

O início da segunda metade do século XX marcou a institucionalização da pesquisa na UFRJ, com a conseqüente implantação de institutos de pesquisa, docência em regime integral, formação de equipe altamente especializada e estabelecimento de convênios com agências financiadoras nacionais e internacionais.

O ano de 1958 encontrou a comunidade universitária com profundos e urgentes anseios de reforma estrutural. Desencadeado o processo da Reforma Universitária, a UFRJ teve seu plano de reestruturação - que visava sua adequação às normas então editadas - aprovado por Decreto de 13 de março de 1967.

De lá para cá, a Universidade do Brasil sofreu profundas e sucessivas transformações. De primeira universidade criada pelo governo federal (e durante muitos anos a única), evoluiu paulatinamente até alcançar o estágio atual, impondo-se como instituição não apenas de ensino, mas também de pesquisa - e, onde, conseqüentemente, prestam-se os mais variados serviços à comunidade.

Hoje, impondo-se como a maior universidade pública federal do país, a UFRJ mantém atividades em seus campi da Ilha da Cidade Universitária e da Praia Vermelha e em algumas localizações isoladas, como é o caso do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais /IFCS, da Faculdade de Direito e da Escola de Música (Centro); da Maternidade-Escola (Laranjeiras); do Observatório do Valongo (Saúde); do Museu Nacional (Quinta da Boa Vista) e dos oito Hospitais Universitários, além da Casa da Ciência, que funciona em Botafogo.

A construção da Cidade Universitária

A idéia da construção de um campus único que concentrasse as atividades da universidade data de 1935. Após dez anos de estudos (de 1935 a 1945) elaborados por diversas comissões para diferentes locais, em 1948 optou-se por situar a cidade universitária em uma ilha artificial na baía de Guanabara, no Estuário de Manguinhos, na Enseada de Inhaúma - formada pelos rios Jacaré, Farias e Timbó. Assim, no período de 1949 a 1952, nove ilhas (Cabras, Pindaí do Ferreira, Pindaí do França, Baiacu, Fundão, Catalão, Bom Jesus, Pinheiro e Sapucaia) foram interligadas, totalizando uma superfície de 4,8 milhões de metros quadrados, para abrigar a Cidade Universitária.

Em 1959, o presidente Juscelino Kubitscheck denominou, através do Decreto 47.535, a ilha resultante da fusão do arquipélago original de Ilha da Cidade Universitária da Universidade do Brasil.

O projeto técnico ficou sob a responsabilidade da equipe de arquitetos do Escritório Técnico da Universidade do Brasil (ETUB), tendo como arquiteto-chefe Jorge Machado Moreira. O campus foi projetado para uma população inicial de 25 mil pessoas, que poderia chegar a 40 mil, entre alunos, professores, funcionários e pacientes do Hospital Universitário, havendo a previsão de habitações para 10 mil alunos e 300 famílias de professores.

Iniciadas em 1954, as obras evoluíram lentamente até que, em janeiro de 1970, o então presidente Emílio G. Médici assinou decreto abrindo um crédito de 23 milhões de cruzeiros para acelerar a construção da Cidade Universitária. A verba destinada por aquele decreto foi resultante da transferência dos recursos destinados à EXPO 72, comemorativa do sesquicentenário da independência, o que causou polêmica na época. Mas, a partir desse momento, as obras foram aceleradas e, em 1973, foi determinada a transferência das instalações da Praia Vermelha para a Ilha da Cidade Universitária e a venda dos prédios existentes, para aplicação do dinheiro apurado nas obras de construção da Cidade Universitária.

Na época em que foi decidida, a localização isolada da Cidade Universitária seguiu o princípio do zoneamento funcional da cidade, que também determinou a organização do campus por setores (administração, unidades acadêmicas, alojamentos e serviços auxiliares). Todo o espaço foi concebido como um parque contínuo, atravessado por ruas de automóveis e pedestres, conectando os edifícios, tratados como volumes isolados.

Atualmente, a Ilha da Cidade Universitária possui um conjunto de edificações que congregam 60 unidades acadêmicas e instituições afins conveniadas, além de setores técnicos, esportivos e administrativos da Universidade do Brasil. A malha urbana e os complexos arquitetônicos da cidade universitária - por onde circulam diariamente cerca de 60 mil pessoas - ocupam 30% do território atual da Ilha, cuja localização estratégica entre o aeroporto internacional Tom Jobim e o centro financeiro da cidade, lhe garante uma grande visibilidade.

Visando enriquecer ainda mais a Cidade Universitária com instituições científicas e culturais, complementando ou integrando as próprias atividades da Universidade, convênios de cessão de uso de áreas do terreno trouxeram para o campus importantes instituições, como é o caso do Instituto de Engenharia Nuclear da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear), do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras (CENPES), do Centro de Pesquisas da Eletrobras (CEPEL) e do Centro de Tecnologia Mineral (CETEM), órgão ligado ao Ministério das Minas e Energia.

Site da UFRJ: www.ufrj.br

HUCFF

Conheça o HUCFF

Nos seus 110.000 metros quadrados, o hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), concentra todos os elementos essenciais à promoção e ao desenvolvimento da saúde pública: assistência à população, ensino qualificado e pesquisa científica. Todas essas funções convivem em plena integração, transformando o HUCFF em um centro de saúde e ciência como poucos no país.
Atuam no hospital 3.513 profissionais, entre professores, médicos, enfermeiros e pessoal administrativo e de apoio. Essa equipe é reforçada por cerca de 200 médicos residentes e mil estudantes de medicina, entre outros integrantes da comunidade acadêmica hospitalar, que se caracteriza pela multidisciplinaridade.
Por se tratar de hospital universitário, ligado a uma das melhores faculdades de medicina do país, o HUCFF promove uma conexão permanente entre a pesquisa científica, o avanço tecnológico e a prestação de serviços à população. Dos serviços ambulatoriais, exames dos mais variados, internação, até as cirurgias, o hospital atende milhares de pacientes por mês.

Histórico

Foram necessárias quase três décadas para que o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho entrasse em operação. Sua construção foi iniciada nos anos 50, mas só em 1977 o regimento geral do HU foi aprovado pelo Conselho Universitário. A inauguração do então chamado Hospital Universitário da UFRJ ocorreu pouco tempo depois, em 1º de março de 1978, quando este já estava em funcionamento. O nome atual veio mais tarde para homenagear uma figura essencial na história da unidade: Clementino Fraga Filho foi o presidente da comissão de implantação e primeiro diretor do hospital.
O projeto do HU era grandioso. Previa uma área construída de 220 mil metros quadrados (o dobro da atual) e o funcionamento de 1.800 leitos. Mas os obstáculos eram tão grandes quanto o objetivo. Mudanças de governo, problemas na liberação de recursos, entre outros, prejudicaram o andamento das obras: em 1955, a construção foi paralisada e o projeto só foi reexaminado em 1967.
Em 1970, a comissão de implantação decidiu reduzir a área de funcionamento para 110 mil metros quadrados e, no ano seguinte, as obras recomeçaram. A passos lentos, é verdade, pelo menos até 1974. Foi neste ano que a comissão de implantação apresentou um relatório, descrevendo todos os problemas decorrentes das obras estagnadas, como a deterioração equipamentos que já haviam sido comprados, e apresentando uma proposta para a conclusão da construção e para a administração. Em junho de 1975, com os recursos necessários disponíveis, a obras foram aceleradas e o HU começou a tornar-se realidade.
Também em 1975, os idealizadores do HU elaboraram um documento com as bases de funcionamento para o futuro: "Um hospital geral, altamente diferenciado, organizado de acordo com as modernas técnicas de administração hospitalar,(...) exercendo ações de assistência, ensino e pesquisa, sempre me consonância com o sistema local de saúde, no desempenho de um papel francamente comunitário, que representa um verdadeiro compromisso social."

Profissionais

Por reunir em um só local ensino, pesquisa científica e assistência à comunidade, no HUCFF convivem diariamente profissionais diferentes formações e com variadas funções, como pesquisadores, professores, médicos, enfermeiros, assistentes sociais, entre outros. A multidisciplinaridade é um característica do hospital, que hoje conta com 3.513 servidores, além de médicos residentes, estudantes de medicina e estagiários de diversos cursos. Confira, com detalhes, quem movimenta o HUCFF atualmente.

Pessoal Assistencial 2435
Professores 283
Médicos 445
Enfermeiros 260
Outros profissionais de saúde, nível superior 163
Outros profissionais de enfermagem 901
Outros profissionais de saúde, nível médio 249
Outros profissionais de saúde, nível apoio 134
Pessoal Administrativo 1077
Nível superior 84
Nível médio 633
Nível apoio 361
Formação Profissional 1556
Médicos residentes 198
Alunos de graduação - Medicina 990
Estagiários de graduação - exceto Medicina 35
Alunos de mestrado - Medicina 92
Alunos de doutorado - Medicina 39
Alunos de cursos de aperfeiçoamento - Medicina 42
Alunos de cursos de especialização - Medicina 35
Estagiários em Medicina 125

Instalações

Conheça as instalações do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho. Hoje, o atendimento dos pacientes, as aulas práticas e as pesquisas são realizadas em uma estrutura que ocupa 110 mil metros quadrados, na Ilha do Fundão.

Capacidade instalada em operação/leitos 527
Clínica Médica 240
Clínica Cirúrgica 243
CTI 14
Emergência 30
Centro Cirúrgico/salas 21
Em operação 15
Não ativadas 6
Atendimento Ambulatorial/salas 73
Consultórios médicos 58
Salas de triagem 6
Salas de pequena cirurgia 2
Salas de quimioterapia 1
Salas de curativos 2
Salas de testes imunológicos 1
Sala de laboratório micológico 1
Sala de eletrocardiograma 1
Sala de gesso 1
Outros consultórios 7
Enfermagem 1
Nutrição 2
Audiometria 2
Serviço social 2
Emergência - leitos/macas 33
Sala de triagem, drenagem/maca 1
Sala de sutura e medicação /leito 1
Sala de ortopedia - leito/maca 2
Sala de grande emergência – mesas/macas 2
Leitos de observação e repouso – leitos 15
Boxe de atendimento masculino 6
Boxe de atendimento feminino 6
Coleta de sangue 1
Transfusão e Aférese 1
Preparo de componentes do sangue 1
Imuno-hematologia 1
Imunologia 1
Seleção pré-transfusional 1
Laboratórios do Serviço de Patologia Clínica/Salas 21
Laboratório do Serviço de Anatomia Patológica 3
Auditórios 5
Centros de estudos 1
Salas de aula 39
Biblioteca setorial 1
Laboratório Multidisciplinar de Pesquisa 1
Laboratórios Especiais 5
Laboratório de Pesquisa do Serviço de Hemoterapia 1
Serviço de Métodos Especiais – Sala de Exames/procedimentos 45
Banco de Sangue/Setores 6
Serviço de Medicina Nuclear – salas de exames/procedimentos 8
Serviço de Radiodiagnóstico – salas de exames/procedimentos 22

Site da HUCFF: www.hucff.ufrj.br

FUJB

Conheça o FUJB

A Fundação Universitária José Bonifácio (FUJB) é uma instituição de direito privado, sem fins lucrativos e de utilidade pública, de apoio à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A Fundação tem por finalidade promover e subsidiar programas de desenvolvimento do ensino, da pesquisa, da cultura, da ciência, da tecnologia, das letras, das artes, dos desportos e da ecologia, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, bem como acompanhar a consecução dos objetivos estabelecidos nesses programas. Incluem-se, também , entre os objetivos da Fundação, divulgar e fomentar a prestação de serviços técnicos especializados da UFRJ, bem como auxiliá-la na manutenção de suas atividades.

Para isso, dispõe de infra-estrutura jurídica, administrativa e financeira para o gerenciamento de recursos oriundos de suas várias fontes de receita, inclusive de doações.

Possui - estatutariamente e legalmente - autonomia patrimonial, administrativa e financeira, para desenvolver suas atividades que são monitoradas pelo Conselho de Administração e supervisionadas pelo Conselho Curador, ambos formados por representantes dos instituidores da FUJB.

A FUJB atua:

  • Concedendo auxílio financeiro a projetos de pesquisa;
  • Apoiando iniciativas no campo editorial, de eventos científicos e culturais;
  • Captando recursos através de contratos , convênios, doações e patrocínios;
  • Elaborando e orientando equipes na feitura de propostas e de projetos;
  • Viabilizando a importação com benefício fiscal com base na Lei 8010/90 e 8032/90;
  • Concedendo adiantamentos de recursos, alocados a convênios e contratos;
  • Administrando recursos financeiros captados através de contratos, convênios e doações.